Ressignificar é preciso

Talvez não exista nada mais necessário do que desenvolvermos a capacidade de ressignificar as nossas vidas.  Todos nós passamos por traumas, decepções e sofrimentos — afinal, dramas e tragédias fazem parte da existência humana.

Além das perdas, angústias e inquietações, ainda precisamos lidar com uma série de imposições e cobranças sociais que vão, pouco a pouco, reduzindo a liberdade das nossas escolhas e a autenticidade de nosso jeito de ser e viver — e o resultado é uma eterna anulação de nossos sonhos, desejos e anseios.

Por isso, saber dar novos significados as experiências dolorosas que vivenciamos é fundamental para aqueles que desejam desenvolver uma vida emocional mais equilibrada. E as definições que damos a todos os acontecimentos de nossas vidas dependem do filtro pelo qual os vemos.

A visão que possuímos a respeito de nossos problemas, ocorrências e eventos cotidianos é o que define a capacidade que temos de sermos felizes. Decepções amorosas, fracassos profissionais ou problemas de saúde podem representar verdadeiras tragédias em nossas vidas, no entanto, também podem ser encaradas como uma oportunidade para ressignificar a nossa existência.

Na prática, isso significa dar um novo sentido ou uma nova definição para essas situações que, antes encaradas como o fim do mundo, agora podem representar uma nova chance para conseguirmos enxergar que temos o poder sobre nossas escolhas e entendermos que somos os únicos responsáveis pela nossa felicidade.

É preciso enxergar a vida da maneira que queremos vê-la. Saber que todos os dias são únicos e que podemos fazê-los bons mesmo quando não são. Entender que fracassar é inevitável, errar é humano, mas é fundamental aprendermos algumas lições com as nossas falhas para podermos acertar no futuro.

Só perdemos o controle quando admitimos nossa ausência de poder sobre ele. Então, sejamos capazes de nos permitir sofrer, chorar e se arrepender, mas que o processo de lamúria seja cada vez mais breve. E que, de hoje em diante, possamos buscar todos os dias a nossa felicidade — mesmo que tudo dê errado nesse processo.